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Chamada de artigos para o dossiê Concepções do humano hoje

 

Se um dia Kant quis sintetizar em uma quarta questão, “O que é o ser humano?”, o sentido de suas três grandes questões (“O que posso saber?”, “O que devo fazer?”, “O que me é permitido esperar”?), o século XX viu a antropologia filosófica perder a ingenuidade da posição de seus problemas. Embora tenha sido um século fecundo para a disciplina (por exemplo, na tradição fenomenológica), foi também a época em que, por diversas razões, se impôs a suspeita sobre a possibilidade de se responder de modo enfático à questão “O que é o humano” – do questionamento teórico do humanismo à desumanização ocorrida na prática, da denúncia do humano como universal ideológico à proposição da identidade interseccional, da crítica ao especismo às aspirações do pós-humano e ao antropoceno como ameaça do fim existencial da espécie. O deflacionamento da sua pergunta e a dessubstancialização de seu objeto não interditam, todavia, a disciplina, mas antes a tornam mais relevante. Os desenvolvimentos dos campos do saber cujo objeto é o humano, da antropologia (a ciência social) às neurociências, passando pelos estudos de gênero e raciais, atualizam não apenas a questão sobre o que é o humano, mas também aquela sobre o que ele não é. A Revista Enunciação, do PPGFIL-UFRRJ, convida à submissão de artigos, traduções e resenhas que avancem sobre esta questão: como pensar o humano hoje?

Data final para a submissão: 31 de janeiro de 2023

 

Editores responsáveis:

Edson Peixoto de Resende Filho

Luiz Philipe de Caux

 
Publicado: 2022-10-14
 

Chamada de artigos para o dossiê O belo e as virtudes

 

É possível falar em beleza, belo (καλόν), quando se trata da ação humana? É possível falar em uma vida humana que seja bela? Há beleza ou feiura quando o que está em jogo é o caráter de um ser humano? Faz sentido visar ao belo na ação ou deveríamos ter em vista apenas o que seria útil ou conveniente para aqueles que nela estão envolvidos ou que por ela são alcançados? Há disparidade ou afinidade entre o belo e o útil? Aos gregos parecia evidente que o belo deveria aparecer como o critério supremo da ação virtuosa, da ação que seria em si mesma louvável. Para eles, também haveria feiura evidente nas ações reprováveis. Como podemos avaliar presentemente semelhante critério? Seria ele imprescindível ou condenável por sua evidente heteronomia? Poderíamos, efetivamente, ordenar a nossa vida como um todo a esse fim? Seria isso factível ou mesmo desejável? Até que ponto nossas ações, sejam elas “belas” ou “feias”, deixam-se fixar como caráter belo e virtuoso ou feio e vicioso? Seria desejável considerar como relevante semelhante “fixação”?  Convidamos a comunidade filosófica a refletir sobre essa temática, dialogando com os filósofos e poetas da Antiguidade clássica.

 

Editores responsáveis:

Francisco Moraes

Mário Máximo

Marcelo Maciel

 

Data da submissão: até 30 de julho de 2022

 
Publicado: 2022-05-31
 
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