A ideia de autogoverno na filosofia de Sêneca como forma de exercício da razão
DOI:
https://doi.org/10.61378/y8wrh685Palavras-chave:
Estoicismo, Sêneca, Autogoverno, Paixões, Justa MedidaResumo
A presente reflexão tem como escopo investigar a ideia de “domínio de si” na filosofia de Sêneca. Para o filósofo romano, o autodomínio é compreendido como a capacidade de o indivíduo não se deixar perturbar nem se conduzir pelas paixões, uma vez que a submissão a tais afeções implica orientar-se por impulsos fortuitos e, por conseguinte, a condução de uma vida caracterizada pela desmedida e pelos vícios. Diante disso, torna-se necessário submeter as paixões ao crivo da razão, com vistas à busca da justa medida e ao seu ordenamento mediante a prática das virtudes. Nesse contexto, destaca-se o papel da filosofia enquanto prática de vida que ensina o autogoverno e o cuidado de si, orientando as escolhas e ações do indivíduo. Desse modo, o homem que exerce o autogoverno, pratica as virtudes e busca a justa medida em suas ações tende alcançar a liberdade e a felicidade, pois se conforma ao seu propósito fundamental: viver de acordo com a natureza.
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